quarta-feira, 5 de maio de 2010

Documentário das intervenções urbanas do Poro



Este documentário de 20 minutos de duração aborda diversas intervenções urbanas realizadas entre 2002 e 2009 pelo Poro. Além das imagens e registros das ações, boa conversa sobre arte no espaço público e questões tangentes.

Produzido pela Rede Jovem de Cidadania em parceria com o Poro. Realização: Associação Imagem Comunitária.

Para fazer download do documentário, acesse:
poro.redezero.org/video/documentario
(o vídeo pode ser baixado e exibido livremente)

Saiba mais:
Poro => poro.redezero.org
Rede Jovem => rede.aic.org.br

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Permitida Reprodução


Arte com preocupação social, democratização e ocupação dos espaços e contemporaneidade são algumas questões abordados no Permitida Reprodução

Provocativo, polêmico e comprometido com uma arte para o grande público são os textos da primeira edição do livreto “Permitida Reprodução” do Coletivo Camaradas que será lançado no dia 16 de janeiro, a partir das 19 horas, na Galeria do Centro Cultural do Araripe – REFSA, no Crato.


O livreto reúne textos de Alexandre Lucas, Jéferson Luiz “Bob PTG”, Cacá Araújo,Edival Dias, George Pimentel, Ilaina Damasceno, Jean Alex, Jéssika Bezerra, Lilian Carvalho, Manuel Bezerra, Michael Marques, poesia de Rosemberg Cariry e letra de música de Auci Ventura e João do Crato.


A intenção dos “Camaradas” é garantir uma periodicidade mensal. A primeira edição conta um pouco da história do grupo e apresenta textos que comungam com a compreensão artística e política defendida pelos seus integrantes. A próxima edição que deverá circular em fevereiro abordará “políticas públicas para a cultura”.


O coordenador do Coletivo Camaradas, Alexandre Lucas destaca que o livreto é um importante instrumento para socializar idéias e ampliar concepções sobre arte, política e cultura. Lucas destaca que os textos seguem uma linha progressista e de enfrentamento aos ditames da industrial cultural e da cultura das elites.


O lançamento do “Permitida Reprodução” constará de apresentações musicais, recital de poesias, danças, teatro e artes visuais. Para o artista/educador Edival Dias esse será um momento importante para divulgar conceitos de uma arte engajada e aproximar as pessoas do fazer artístico. Artistas que queiram apresentam algum trabalho durante o lançamento devem entrar em contato com a coordenação do Coletivo. A música de protesto do Grupo de Hip Hop Relatores de Juazeiro do Norte fará o encerramento do evento.

domingo, 20 de dezembro de 2009

o programa

O PIA é uma plataforma de artistas que agrega integrantes de diferentes coletivos do Brasil em propostas de ação. Poderia ser considerado um coletivo temporário, que se forma em situações específicas a partir da eleição de ponto de encontro em determinada cidade do país. Ou, quem sabe, uma rede de comunicação que coloca os integrantes dos coletivos envolvidos em um processo de re-coletivização.
Com mais de 10 anos de existência, ele surgiu da necessidade de reunir trabalhos de estudantes de arte que desenvolviam projetos em intervenções urbanas. Idealizado por Luís Parras, o PIA foi sempre acoplado aos eventos da UNE (União Nacional dos Estudantes), sendo responsável pela reunião de jovens artistas com o objetivo de executar projetos de intervenções já realizados nos seus locais de origem. A partir do encontro dos artistas, apresentam-se os projetos de ação. Cria-se um sistema de trocas de estratégias que se renovam em situações e contextos sempre diferentes. Deslocada do local de onde foi projetada, a ação é reprogramada a fim de causar reverberações em outra realidade.
Em incursões pela cidade, os artistas discutem e propõem experiências e novas organizações podem ser formadas. Novos coletivos, ou novos projetos podem surgir a partir daí, e podem ser executados em diferentes cidades do país.
O grupo Poro (Belo Horizonte/MG), GIA (Grupo de Interferência Ambiental, Salvador/BA), EIA (Experiência Imersiva Ambiental, São Paulo/SP), PI (Política do Impossível, São Paulo/SP) e o Esqueleto Coletivo (São Paulo/SP), são alguns dos primeiros coletivos que se valeram das experiências do PIA, conformando uma rede de trocas que expandiram os limites da cidade de cada grupo.
Coletivo temporário, ou rede de coletivos, o PIA se firma como uma plataforma de fomento de um circuito formado por artistas que se organizam coletivamente e se interessam pela prática da cidade. Se valendo da estrutura fornecida pela UNE, o PIA se mantém em atividade ao longo de todos esses anos de quando em quando, contando com uma rotatividade de artistas e grupos que passam a conformar novas gerações. Movimento Panamby (Cuiabá/MT), Vivarte (Rio Branco/AC), Dimensões (Macapá/AP), Kaza Vazia (Belo Horizonte/MG), Fernando Lopes - Salvador/BA, Gabriela (Rio de Janeiro/RJ) e o Coletivo Camaradas (Crato/CE), hoje dão novas extensões ao PIA, reconfigurando seus anseios e desafios.
Tales Bedeschi

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Estudantes de escolas públicas e artistas terão curso sobre Intervenções Urbanas


A cidade pode virá espaço para ação e reflexão artística. Nos últimos anos vem que crescendo essa tendência no campo da arte na região do Cariri.

O espaço urbano, a cultura e as novas formas de fazer e pensar artes são temas que serão abordados no Curso Arte Contemporânea: Linguagens das Intervenções Urbanas que será realizado pelo Coletivo Camaradas e o SESC Crato. O curso tem como objetivos Refletir sobre os fazeres e os discursos da arte contemporânea, a partir da analise das ações coletivas e individuais realizadas no espaço urbano, tendo como foco a compreensão do processo e das linguagens utilizadas nas intervenções urbanas e a experimentação desses fazeres. O Curso terá início no dia 14, a partir das 18 horas, no auditório do SESC. O público alvo deste curso são alunos do ensino básico, universitários, professores de artes das escolas públicas e artistas. O curso será dividido em módulos aonde serão abordadas as temáticas: O que é Arte Contemporânea?; Espaço, cidade e Cultura; Conceituação sobre Intervenções; Stencil;Impressões Urbanas; Noções de Fotografia; Mídia Tática; O Teatro de Rua; Audiovisual e Novas Mídias.

Para o coordenador do Coletivo Camaradas, o arte-educador Alexandre Lucas uma das intenções do curso é propiciar que sejam criados novos coletivos na região a partir desta ação. Ele destaca que esse fomento para criação de coletivos é importante para contribuir com o processo de organização dos artistas. Lucas acredita que a rua é um dos espaços democráticos para aproximar a arte do cotidiano das pessoas.

A Gerente Sesc Crato, Carla Prata ressalta que acredita na perspectiva da ampliação de mundo a partir da vivência artística e a utilização deste conhecimento como suporte de novas possibilidades de criação e reinvenção do ser humano. Carla Prata diz que parceria com o Coletivo Camaradas vem agregando valor ao que o SESC já vem desenvolvendo na área de Cultura.

O curso será ministrado por professores, artistas e pesquisadores e terá carga horária total de 80 horas aulas divididas em aulas praticas e teóricas.
Como prática artística no espaço urbano, a intervenção pode ser considerada uma vertente da arte urbana, ambiental ou pública, direcionada a interferir sobre uma dada situação para promover alguma transformação ou reação, no plano físico, intelectual ou sensorial. O projeto conta ainda com a parceria do Projeto Nova Vida e da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA.

O curso será gratuito e os participantes terão direito a carteira dos SESC.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Trabalhos de Alexandre Lucas são doados a União Brasileira de Mulheres

Arte, interação, questões sobre gênero, emancipação e ações coletivas no fazer artístico são elementos recorrentes nos trabalhos de arte do artista do Ceará que é um dos fundadores do Coletivo Camaradas. O trabalho deverá circular o Brasil, através da UBM.

O artista cearense, Alexandre Lucas tem um trabalho de engajamento político e de comprometimento com as causas populares na sua arte. Prova disso é a sua preocupação no seu fazer artístico e o seu desprendimento com a posse de suas obras. Recentemente Lucas doou a União Brasileira de Mulheres – UBM toda a exposição “Ousadas”. O acervo consta de 20 gravuras digitais (infogravura) no tamanho 60cm x 80cm. A exposição Ousadas tem uma proposta de interação com o público. O artista ressalta que é necessário possibilitar e criar condições para que o grande público se sinta parte do fazer artístico. O trabalho reúne ainda fragmentos de textos do movimento feminista de caráter emancipacionista e deverá circular pelos estados brasileiros, através de uma ação da entidade brasileira chamada “Caravana Ousadia”.

A exposição tem um caráter político e visa fazer uma reflexão sobre o papel da mulher na contemporaneidade e evidenciar a importância da luta do movimento feminista enquanto instrumento de emancipação humana.

Para Lucas as obras com a UBM são mais úteis para a discussão sobre gênero. Os trabalhos de produção das obras foram financiados pelo Centro Cultural do Banco do Nordeste e a exposição esteve exposta no período de junho a agosto deste ano no Centro Cultural do Banco, em Sousa-PB.

Alexandre Lucas é um dos fundadores do Coletivo Camaradas, organização que reúne artistas, pesquisadores e pessoas ligadas a arte que tem o intuito de discutir e propor ações artísticas com e para o grande público. O Coletivo tem com base teórica os estudos marxistas sobre arte e estética. Lucas, é pedagogo, arte-educador, poeta, artesão, artista visual, articulador cultural e atua profissionalmente na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri - URCA , através do Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC.


Coordenadora da União Brasileira de Mulheres, Eline Jonas fala sobre a Caravana Ousadia e do trabalho de Alexandre Lucas

Eline Jonas possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Goiás (1973) e doutorado em Ciencias Politicas e Sociologia - Universidad Complutense de Madrid (2002). Atualmente é Profª. Titular da Universidade Católica de Goiás, Consultora Ad Hoc da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Goiás, Presidente Conselho Estadual da Mulher - CONEM/ Secretaria de Estado de Políticas P/ Mulheres e Promoção da Igualdade Racial e Suplente do Conselho Nacional de Saude (CNS)/ Ministério da Saúde. Coordenadora Nacional da União Brasileira de Mulheres/UBM. Tem experiência em pesquisa na área de Políticas Públicas, Saúde Coletiva, com ênfase em Saúde da Mulher, atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, trabalho, cidadania, direitos humanos, globalização.

Como a senhora vê a doação da exposição Ousadas do artista Alexandre Lucas?

Eline Jonas: Trata-se de uma atitude que demonstra o despreendimento e o forte compromisso social de Alexandre. A União Brasileira de Mulheres/UBM, terá esse precioso acervo para "conversar"/dialogar com as mulheres nos Estados, nos locais/oficinas de discussões ou representações de cenas do cotidiano na perspectiva emancipacionista. Cabe destacar que nos esforçaremos para construir diferentes formas de fazer/estar, principalmente junto aos setores populares e de trabalhador@s que, em geral tem poucas oportunidades de acesso a produção artística em todos os níveis. Participar de iniciativas como esta implica-nos organizar os espaços onde as pessoas se manifestarão, conforme propõe o autor.

São iniciativas como essa que verdadeiramente contribuem para o pensar/o dialogar, numa sociedade fragmentada e com maior desvantagem para as mulheres e negros e despossuidos alargando as estatísticas da exclusão social. Haverá oportunidade das pessoas expressarem de diferentes formas o sentimento despertado frente a obra. Procuraremos ampliar esta divulgação por meio de artigos a serem veiculados pela Revista Presença da Mulher e por outros órgãos de comunicação das cidades brasileiras.

Procuraremos estabelecer uma Rota Cultural emancipacionista em parceria com Instituições Universitárias, salas publicas de exposição e divulgação nos meios para oportunizar as pessoas a traduzirem em palavras, frases o sentimento despertado pelos traços e cores da obra, naquilo que ela lhe toca quando identificamos nós mesmos e a resultante de nossas vidas. Por outro lado, neste caso, reflete a confiança do artista no compromisso e trabalho político da UBM que também comunga com os ideais da igualdade entre homens e mulheres e lutamos por uma sociedade justa e igualitária..

O que senhora achou da proposta deste trabalho?

Eline Jonas: Trata-se de um conteúdo em movimento - uma atitude/ação socializada que se multiplicará geometricamente por meio de centenas de olhares, mãos feministas e de setores sociais preocupados com a situação de violência , discriminação e preconceito em relação as mulheres. Oportunizará um publico diversificando a interagir com sua mensagem por meio dos olhares e sentidos desde as diferentes Regiões do Brasil.

A nosso ver a arte possibilita a cada qual observá-la a partir de seu lugar no mundo fazendo a leitura ou traduzindo a partir de seus traços regionais a "criação" para seu cotidiano vivido e sonhado.

A UBM já desenvolve alguma ação aonde relacione Arte x Mulher?

Eline Jonas: A UBM atua no Brasil com cinco pontos de cultura envolvendo outras formas de expressão da arte - dança, coral, teatro.

Qual será o destino desta exposição? Já tem locais previstos para exposição? Quais os estados?

Eline Jonas: Eline Jonas: Neste pouco tempo, já fizemos alguns contatos com as Ubemistas dos Estados para esboçarem um plano em cada local para definirmos datas e quem estará responsável pela caravana cultural OUSADIA.

Qual o papel da arte para emancipação da mulher?

Eline Jonas: A arte nos envolve emocionalmente e nos incita a reflexões/ações sobre o mundo, a natureza e as relações sociais e de gênero, principalmente quando se trata de pessoas que suportam as reduzidas oportunidades, a dura vida da dupla jornada de trabalho, com salários mais baixos e como únicas responsáveis pelos cuidados e sobrevivência de suas famílias. Mas, que resistem a tipo de preconceito ou dificuldades colocadas por um mundo moldado pela ideologia machista, patriarcal fundada na propriedade privada e na naturalização da desigualdade social e de gênero, que valoriza o Ter e não o Ser. A arte e as manifestações culturais constituem em um importante instrumento que alimenta emoções, consciência sobre a realidade - o grito percebido pelo "olhar" - um quesito fantástico que contribui para nossa humanização, portanto para o desenvolver da condição humana.


Conheça um pouco do trabalho deste artista

Exposições e ações coletivas

2009

Bienal da UNE – Savador –

Espaço Cuca – Ações PIA/Coletivo Camaradas

Exposição Cabaré Memórias de uma vida. Realização: Coletivo Camaradas. Centro Cultural do Banco do Nordeste CCBNB Cariri. Março/ Juazeiro do Norte-CE;

Exposição Ninho ( Exposição com trabalhos de dententos e detentas das cadeias públicas das cidades de Crato e Várzea Alegre. Realização: Comissão dos Direitos Humanos da OAB – Subsecção Crato. Fórum Hermes Parayba - Curadoria. Fevereiro/Crato-CE

Exposição Cariricaturas – Representações da Cultura no tempo e no Espaço - II Colóquio Imago. Realização Grupo de Estudos e Pesquisa Imago da Universidade Regional do Cariri – URCA. Junho/Crato-CE.

2008

Encontro da TEIA – Brasília – DF PIA/Coletivo Camaradas

II Agosto da Arte. Centro Cultural do Banco do Nordeste – CCBNB CARIRI. Juazeiro do Norte/CE

Mostra 8 de Maio – Sesc Iracema. Fortaleza/CE. Realização Associação dos Artistas Profissionais do Estado do Ceará.

I Mostra desUSA de Artes Visuais. Crato/CE. Realização: Coletivo Camaradas.

2007

Mostra Sesc Cariri de Cultura. Instalação Coletiva “Contradição”. Realização: Serviço Social do Comércio - Sesc.

Agosto das Artes. Intervenção Urbana “Músicas para reflexão”. CCBNB Cariri Realização: Centros Culturais do Banco do Nordeste

I Mostra de Artes Cênicas do BNB. Instalação “Rolos da Vida”. CCBNB Cariri. Realização: Centros Culturais do Banco do Nordeste.

2006

Incluídos - Mostra Coletiva de Arte Contemporânea. Crato/CE. Universidade Regional d o Cariri – URCA. Realização: Grupo de Artistas do Crato.

Um Passeio Surreal – Instalação Coletiva com alunos do Curso de pedagogia da Universidade Regional do Cariri – URCA

2005

Mostra Sesc Cariri de Cultura. Instalação “Subindo pelas Paredes”. Realização: Serviço Social do Comércio - Sesc.

1997

Arte na Praça. Juazeiro do Norte. Realização: Associação dos Artistas e Amigos da Arte – AMAR.

Exposições Individuais:

2009

Exposição Ousadas. Realização: Centro Cultural do Banco do Nordeste – CCBNB. Junho/Sousa-PB

Exposição Aflordapele. Realização: Sesc. Maio/Juazeiro do Norte/CE 2009

2008

O que é Isso? Centro Cultural do Banco do Nordeste – CCBNB Cariri. Agosto Juazeiro do Norte/CE

InfoMULHERES (instalação). Crato/CE. Semana da Mulher. Realização: Conselho Municipal dos Direitos da Mulher Cratense.

2007

Exposição infoMULHERES. Crato/CE. SESC

Artista Come ( instalação). Crato/CE. I Colóquio do IMAGO. Universidade Regional do Cariri - URCA

EmTRÂNSITO (instalação). Crato/CE. I Colóquio do IMAGO. Universidade Regional do Cariri – URCA.

2006

Caminhos Eróticos. Crato/CE Bar e Restaurante Flor de Piqui.

Publico X. Instalação/interativa Crato-CE. Núcleo de Estudos e Pesquisas em Ensino da Arte – NEPEA/URCA.

2005

Exposição DESEJOS. Museu Histórico do Crato.

Exposição DESEJOS - Semana de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri – URCA.

Oficinas e minicursos ministrados:

Arte e Marxismo – Universidade Regional do Cariri – URCA;

Arte e Marxismo – Centro Cultural do Banco do Nordeste – CCBNB Cariri;

O que é isso oficina de Percepção Visual. Sesc Crato;

O que é isso oficina de Percepção Visual. Universidade Regional do Cariri – URCA;

Recorte e Colagem - Centro Cultural do Banco do Nordeste – CCBNB Cariri – CE;

Recorte e Colagem - Centro Cultural do Banco do Nordeste – CCBNB Sousa –PB;

Recorte e Colagem - Universidade Regional do Cariri – URCA

Pintura em Cerâmica com reaproveitamento de peças quebradas – Cadeia Pública do Crato

A arte como apropriação da realidade – Projeto Nova Vida

A Linguagem das Intervenções Urbanas: Casos específicos do Cariri. Universidade Regional do Cariri – URCA;

Arte, espaço e vida: a questão das intervenções urbanas no Cariri. Universidade Regional do Cariri – URCA.

sábado, 29 de agosto de 2009

Camaradas realizarão intervenções na Paraiíba

O XXIV ENECS pretende se reafirmar como espaço de reflexão de estudantes acerca dos problemas e questões que emergem da pauta política, social e cultural e deverá reunir mais de mil estudantes de todos os estados brasileiros.

Integrantes do Coletivo Camaradas realizarão intervenções artísticas durante o XXIII Encontro Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais - ENECS que será realizado na Universidade Federal da Paraíba – UFPB, em João Pessoa, no período de 29 de agosto a 04 de setembro.
Michael Marques, Cicinha Andrade, Dayze Carla e Amanda Priscila, integrantes do Coletivo e acadêmicos do Curso de Ciências Sociais da URCA são os responsáveis pela ação na capital paraibana e realizarão intervenções que discutem o uso comercial das imagens do Padre Cícero e da Mulher, carimbaço divulgando a suposta realização da bienal da União Nacional dos Estudantes no Ceará em 2011, a qual um dos desafios dos artistas e estudantes que vem batalhando para que esse evento seja realizada pela primeira vez no Estado cearense.
A artista Amanda Priscila será responsável pela realização de uma oficina de stencil, dentro da programação oficial do evento.
O poeta Michael Marques destaca que a participação do Coletivo Camaradas, na fomentação de uma ação engajada e com perspectivas de mudanças sociais vem fortalece a identidade de atuação do grupo. Ele acrescenta que o ENECS é um dos mais importantes eventos acadêmicos do Brasil, por se tratar da construção de novos pensadores sobre a sociedade e futuros Sociólogos.

Para se ter idéia da dimensão do evento a Comissão Organizadora apresenta uma proposta de programação que incluem 112 (cento e doze) atividades do eixo acadêmico (Grupos de Trabalhos, Mesas-Redondas, Palestras, Mini-Cursos), 11 (onze) atividades do eixo político (Grupos de Discussões, Oficinas de Preparação do Ato Público, o Ato Público, Plenária Final) e 40 (quarenta) atividades do eixo artístico-cultural (Oficinas, Shows Musicais, Apresentações de Teatro e Dança, Mostra de Vídeos/Filmes, Artesanatos e entre outros) durante os sete dias de evento.



quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Artista no Cariri propõe juntar palitos para pensar arte

Como a denominação “Cabeças Queimadas”, projeto desenvolverá experiência em Arte Processo com jovens da periferia do Crato. O inicio dos trabalho começará nesta terça-feira, dia 01 de setembro.

Juntar palitos de fósforos e depois colar de forma aleatória é o propósito do novo trabalho do artista e arte-educador, Alexandre Lucas.
O trabalho será desenvolvido na Comunidade do Gesso, com jovens do Projeto Nova Vida. Para o artista, a localidade tem um valor simbólico, tendo em vista, que no período da sua infância e adolescência residiu nas proximidades da antiga zona de prostituição do Crato.
Mais que juntar e colar palitos de fósforos, o artista pretende fazer um trabalho que na arte contemporânea recebe a denominação de “Arte Processo”. Neste caso, o percurso do processo artístico é mais importante do que o próprio resultado final. A proposta do trabalho reúne várias linguagens artísticas e da comunicação como registro fotográfico e audiovisual, vivências, produção de blogs, formação de rede de comunicação e produção textual. Lucas ressalta que a intenção é possibilitar que o cotidiano possa aproximar o grande público do fazer artístico. Ele destaca que o processo de fruição da arte acontecerá no próprio espaço familiar e cita que o simples ato de juntar palitos de fósforos acarreta um mudança de habito e uma discussão sobre arte. O resultado do trabalho deverá ser transformado em material didático.
A arte-educadora do Projeto Nova Vida, Elizangela Nepomuceno destaca que na “Arte Processo” é criada a possibilidade reflexiva e a instigação estética a partir dos cotidiano dos participantes. A arte-educadora acredita que esses trabalhos com palitos irá possibilitar novas formas de pensar a arte e o contexto social. Ela acrescenta que é importante fazer com que as pessoas se sintam parte da sociedade e da arte.
Edilânia Rodrigues, coreógrafa do Projeto Nova Vida destaca que esse tipo de ação é uma forma de possibilitar novos contatos e possibilidades de fazer arte. Para a coreógrafa isso possibilitar uma valorização dos alunos e ampliar o campo de conhecimento deles. Edilânia enfatiza que propostas em Arte Processo possibilitam uma metodologia de construção e de tomada de consciência em relação arte.